M****, marceneiro do interior do Rio Grande do Sul, era reconhecido como um dos melhores profissionais da região. Suas peças tinham acabamento impecável, seus clientes sempre voltavam, e quem trabalhava com ele sabia: o homem tinha talento de sobra.
Mas havia algo que ele não conseguia explicar: por mais que trabalhasse, o dinheiro nunca ficava.
Não eram apenas “tempos difíceis”. Era um padrão que se repetia há anos.
Oportunidades excelentes apareciam — e ele as desperdiçava. Negócios promissores surgiam — e ele sabotava, se perdia em orçamentos, não dava retornos…
Projetos lucrativos batiam à porta — e ele cobrava abaixo do mercado, ou simplesmente deixava passar.
Mesmo com tantos desafios, ele havia construído uma família linda: esposa dedicada, um casal de filhos que amava profundamente e tratava com todo o cuidado que ele mesmo nunca teve.
Mas financeiramente, vivia sempre no limite, sempre um passo atrás do que poderia ser.
Ele me procurou por indicação de um cliente empresário que notou esse padrão destrutivo. Com a sinceridade de uma criança, lançou a pergunta que estava entalada em sua garganta. A pergunta que escondia uma dor profunda, que ele escondera por anos e que nunca tinha dito para ninguém: “Por que eu não consigo prosperar se eu trabalho tanto e sou bom no que faço?”v
Após a anamnese, que descartou causas óbvias como má gestão financeira, vícios ou dívidas ocultas, agendamos o início do processo conscienciológico clínico para investigar a origem dessa autossabotagem financeira.
A hipótese inicial era clara: seu pai. Um homem rústico, viciado em álcool, que se tornava extremamente agressivo quando bebia. As palavras duras que proferia ao garoto M**** eram como golpes invisíveis, feridas que não deixam marca na pele, mas destroem por dentro.
Aos 16 anos, o pai abandonou a família — simplesmente foi embora para outra cidade, sem dar notícias, sem explicações. Sete anos depois, M**** recebeu a notícia: o pai havia morrido em um acidente de trabalho na fazenda. Nem o luto foi possível processar adequadamente.
Seria óbvio atribuir sua dificuldade financeira a essa relação paterna destruída. Mas o que descobrimos foi muito mais profundo — e muito mais doloroso.
Durante a terceira sessão, que foi o ponto crucial, identificamos a verdadeira origem da sua autossabotagem. Estava lá, bem fundo no seu ser: não eram as agressões do pai que haviam destruído seu senso de valor próprio.
Era o silêncio da mãe.
Cada vez que o pai o agredia verbalmente, M**** olhava para a mãe — esperando proteção, segurança… esperando que ela interviesse, esperando que ela dissesse algo, qualquer coisa.
Mas ela permanecia em silêncio. Passiva. Nula.
O mecanismo de inferência, característica intrínseca do inconsciente, fez com que M**** interpretasse a situação da seguinte maneira: “Se minha própria mãe não me defende, é porque eu mereço sofrer”.
“Eu sou culpado.”
“Se ela não me protege, é porque eu não tenho valor.”
Essa crença se cristalizou em seu núcleo mais profundo. E como uma semente daninha que se prolifera, dessa crença se enraizaram outras: “Eu não mereço coisas boas. Eu não mereço ser feliz. Eu não mereço prosperar.”
Através do processo conscienciológico clínico, que atravessou camadas e camadas do inconsciente de M****, ele mesmo percebeu, em um estado superior de consciência, sem sugestão, sem inferência, sem pressupostos, que sua vida havia sido marcada não apenas pela dor das ações do pai, mas pela mágoa da inação da mãe.
Assim como tantos que já atendi e atendo, M**** estava sendo refém do seu próprio inconsciente, que age como uma espécie de mente própria, com suas próprias leis. Que analisa, julga e sentencia a si mesmo.
Mas eu não iria permitir que a situação continuasse assim.
<br
Foram 6 sessões de 2h em média, cada.
Um trabalho minucioso e complexo para desmontar todo um sistema de crenças que havia governado sua vida por décadas, e é claro, reconstruir, tijolo por tijolo, um novo conceito de valor pessoal. Um novo “eu”.
Através da reconfiguração mnemônica — o processo que desenvolvi para reestruturar (e não meramente “ressignificar”) padrões profundos do inconsciente — M**** não apenas “entendeu” intelectualmente o que havia acontecido.
Ele transformou a estrutura que sustentava sua autoimagem.
O resultado foi radical.
Eu não tratei sua dificuldade financeira. Eu restaurei seu senso de merecimento.
Com isso, a prosperidade não foi apenas consequência — foi inevitável. Alguém que finalmente se vê como merecedor de coisas boas naturalmente para de se sabotar.
M**** saiu do interior do Rio Grande do Sul. Abriu a própria empresa. Hoje é um empresário bem-sucedido no setor de marcenaria de alto padrão, com uma carteira de clientes sólida e uma família que finalmente tem a estabilidade que sempre mereceu.
Ele não está “curado de um trauma”…ele está reconstruído, assim como sua identidade, sua empresa e sua história.
O fenômeno de formação de crenças nucleares sobre valor próprio na infância encontra paralelos em diversos campos de pesquisa séria:
Teoria do apego e desenvolvimento do self: Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss, Vol. 1: Attachment. Basic Books.
John Bowlby, psiquiatra e psicanalista britânico, desenvolveu a teoria do apego demonstrando como a responsividade (ou falta dela) das figuras parentais na infância molda modelos internos de funcionamento — representações inconscientes sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o que se pode esperar do mundo. A ausência de proteção materna em situações de ameaça cria padrões de “desamparo aprendido” que transcendem gerações.
Neuroplasticidade e memória implícita: LeDoux, J. (1996). The Emotional Brain: The Mysterious Underpinnings of Emotional Life. Simon & Schuster.
Joseph LeDoux, neurocientista da NYU, demonstrou como experiências emocionais intensas na infância formam memórias implícitas — padrões neurais que influenciam comportamento sem acesso consciente. Essas memórias criam “atalhos” no processamento de situações futuras, determinando respostas automáticas que parecem irracionais mas seguem uma lógica inconsciente perfeita.
Psicologia do trauma complexo: van der Kolk, B. (2014). The Body Keeps the Score: Brain, Mind, and Body in the Healing of Trauma. Viking.
Bessel van der Kolk, psiquiatra e pesquisador de trauma, documentou extensivamente como traumas relacionais crônicos (especialmente negligência emocional) alteram a neurobiologia do desenvolvimento, afetando sistemas de recompensa, motivação e autovalorização. O “trauma invisível” da omissão parental frequentemente causa danos mais profundos que a agressão direta.
Economia comportamental e autossabotagem: Ariely, D. (2008). Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape Our Decisions. Harper Collins.
Dan Ariely, economista comportamental do MIT, demonstrou através de experimentos controlados como crenças inconscientes sobre merecimento influenciam decisões financeiras de formas que contradizem o interesse racional. Indivíduos com baixo senso de valor próprio sistematicamente escolhem opções que perpetuam sua situação, mesmo quando alternativas melhores estão disponíveis — um padrão que ele chama de “irracionalidade previsível”.
Esses campos de pesquisa convergem para uma compreensão: crenças nucleares sobre valor próprio não são “pensamentos negativos” que se corrigem com afirmações positivas — são estruturas neuropsicológicas profundas que exigem intervenção clínica rigorosa para serem transformadas.
Conscienciólogo clinico
INCONSCIENTE HUMANO
Para a psicologia e a psicanálise, o ser humano é um ser consciente que possui uma mente inconsciente. Para a conscienciologia clínica, o ser humano é um ser inconsciente que possui uma fraca e debilitada mente consciente. Esta é a premissa básica da conscienciologia clínica, e não é filosófica: é factual. Consideramos que o ser humano não tem consciência de si, de seus desejos, seus medos, seus bloqueios e tampouco de suas capacidades, habilidades e potencialidades.
O conscienciólogo clínico não é um “terapeuta” nem um “coach”. É um profundo investigador e persecutor da consciência. Seu objetivo é fazer com que o solicitante (nome que damos aos atendidos) se torne consciente de si mesmo.
Compreendemos que, apenas por meio da conscientização, o homem se torna realizado, pois deixa de agir de modo automático, instintivo, limitado e cíclico, repetindo padrões cuja origem ele desconhece.
A terapia convencional visa “restaurar” o indivíduo, fazendo-o voltar ao estado normal. O processo conscienciológico clínico, por outro lado, visa desconstruir o indivíduo e fazê-lo transcender sua versão anterior, instaurando em sua psique novos padrões, um novo comportamento, desbloqueando habilidades e potenciais, para que este alcance, de modo prático, a individuação.
PSICOSSOMÁTICA CLÍNICA
Através de minhas formações em ciências humanas, desenvolvi uma abordagem extremamente científica e “pura” da psicossomática, fiel ao trabalho de Groddeck, na qual se faz possível descobrir as possíveis causas inconscientes para questões de saúde mental e física.
Ressalto que é uma técnica própria, totalmente livre de vieses, contaminações semânticas e pseudociência, como as de muitos que se dizem “terapeutas das emoções”.
Meu trabalho visa fazer com que o indivíduo, através de um método investigativo matricial e em camadas, consiga compreender mecanismos inconscientes que estão se manifestando no corpo ou na mente, causando distúrbios, doenças, anomalias ou transtornos.
A principal diferença de meu trabalho no campo da psicossomática é a maneira como o indivíduo percebe tais mecanismos, sem qualquer tipo de inferência de minha parte, como ocorre em pseudoterapias ou abordagens de discípulos de Franz Alexander.
Partimos da premissa de que cada inconsciente é único, possui seus próprios símbolos, arquétipos, sistemas semióticos e estruturas. A causa da enxaqueca de Maria pode ser (e sempre é) diferente da causa da enxaqueca de Joana.
Minha função é aplicar conhecimento do inconsciente que adquiri ao longo de 20 anos para tornar o indivíduo consciente de seus mecanismos causadores de transtornos. Quando há esta conscientização e a reversão do padrão, então o problema se resolve.
DESENVOLVIMENTO PESSOAL
A maioria das pessoas desconhece suas próprias capacidades ou experimenta bloqueios que impedem a expressão de seu potencial real.
Esta limitação se manifesta concretamente: estagnação profissional, ganhos incompatíveis com suas habilidades e uma sensação persistente de que algo impede sua realização.
A única maneira factual de transcender esses limites é através de um processo investigativo que revele os mecanismos inconscientes que governam suas ações. Esses mecanismos contêm tanto recursos inexplorados quanto padrões limitantes que, uma vez conscientizados, podem ser ressignificados.
Quando você compreende como seu inconsciente opera, deixa de agir por automatismos e passa a exercer escolhas deliberadas. Suas decisões se tornam mais assertivas, sua comunicação mais efetiva, sua presença mais autêntica. Isso se reflete em resultados tangíveis: reconhecimento profissional, autoridade em sua área e, consequentemente, ganhos compatíveis com seu real potencial.
Agende uma anamnese e descubra, através de análise rigorosa, quais mecanismos inconscientes estão limitando sua expressão – e como transcendê-los de modo prático e permanente.
EXPERIÊNCIAS ANÔMALAS
Existem fenômenos psíquicos muito comuns, mas extremamente discriminados, que atingem mais de 40% da população mundial. As chamadas “experiências anômalas” são ocorrências em que indivíduos relatam ouvirem vozes, verem cenas que depois acontecem, sentirem-se ou verem-se fora do corpo, terem sonhos hiperrealistas, lúcidos e conscientes, dentre outros.
Muitos acreditam que estes eventos são sinais de esquizofrenia ou outros transtornos somatopsíquicos. Porém, posso assegurar pela minha experiência clínica de 20 anos, atendendo inclusive médicos, juristas e profissionais da saúde mental, pessoas com exímias faculdades cognitivas, que tais experiências podem ser compreendidas através de premissas científicas pelo método clínico conscienciológico.
Esta abordagem, desenvolvida ao longo de duas décadas de prática e consolidada através da ABRACONESP (Academia Brasileira de Conscienciologia, Espiritualidade e Pós-Humanismo), me tornou referência na área e o único profissional nas Américas a atender clinicamente casos de experiências anômalas em pessoas sem qualquer comorbidade mental, ajudando-as a se autoconhecer e, acima de tudo, a viverem em paz com tais ocorrências.
Se você está passando por isso, seja bem-vindo(a). Eu posso ajudar.
Realize uma jornada de desenvolvimento com um conteúdo exclusivo e PRÁTICO, onde você vai OBTER RESULTADOS REAIS e ser acompanhado(a) diretamente pelo especialista.
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