Quando Leila Pereira assumiu a presidência do Palmeiras em dezembro de 2021, ela não apenas quebrou um teto de vidro centenário – ela estilhaçou completamente o paradigma de que mulheres não teriam espaço na gestão do futebol brasileiro. E fez isso da maneira mais contundente possível: entregando resultados que nenhum presidente homem na história do clube havia conseguid - 33 títulos em 3 anos.
Não estamos falando apenas de liderança sob pressão. Estamos falando de resiliência forjada em território hostil, de inteligência emocional aplicada em um dos ambientes mais machistas e resistentes à mudança que existem no Brasil. Estamos falando de uma mulher que, aos 60 anos, provou algo que já sabemos há milênios, mas que o inconsciente coletivo teima em negar: mulheres possuem uma capacidade neurobiológica superior para gerenciar múltiplas complexidades simultaneamente.